Luiz Maçãs. Que saudades de você, meu amigo!

 

 

                       

 

Há 12 anos atrás o teatro brasileiro perdia um grande ator.

Jovem, bonito, promissor e de um talento desconcertante.

Luiz era meu grande amigo com quem aprendi muito sobre muitas coisas nos palcos e na vida.

Lembro-me das intermináveis conversas telefônicas nas madrugadas  ( hábito que ele mantinha com seus amigos mais próximos) que valiam por anos de terapia, sem falar nas gargalhadas deliciosas.

Ele tinha um humor fantástico e um jeito realmente peculiar de ser com seu carisma incontestável e uma garra vibrante qdo falava de teatro. Era divertido, criativo e de uma sensibilidade tão extrema que o desequilibrava.

Como choramos juntos a morte chocante da Yara Amaral no final de 1988, no acidente com o Bateau Mouche. Fazíamos parte do elenco de “Filumena Marturano” no Teatro dos Quatro e ali nossa amizade ficou mais forte.

Fico pensando como ele ia amar a internet. Ele tinha o hábito de mandar cartas e fotos pelo correio, adorava escrever tb. Como eu,  ele se formou em jornalismo pela FACHA.

Sabia como conquistar e seduzir.

Me deixou muitas coisas boas e é só isso que guardo comigo.

Nada explica muito bem o seu fim prematuro, nada explica os destemperos de sua vida. Ele se foi, nos deixou órfãos.

Hoje, neste ensolarado domingo carioca,  me lembrei dele num insight. Fui pesquisá-lo na internet e constatei que num mesmo dia 27 de julho, há 12 anos atrás eu recebia uma das mais tristes notícias da minha vida.

Querido amigo, aonde quer que você esteja fazendo suas brincadeiras mando minha lembrança, meu amor e minha enorme saudade.

Luz, Luiz!!

 

 

 

                

 

Elenco de Filumena Marturano – Teatro dos Quatro 1988

Arthur Costa Filho, Yolanda Cardoso, uma animação garantida. Mônica Torres, sentada no colo do José Wilker, a digníssima Yara Amaral (Capítulo a parte,escreverei outro dia sobre ela), Pedro Veras. Acima  os três “irmãos” Paulo Castelli, Richard Riguetti, Luiz Maçâs, Bia Sion (Luzia, a empregada) e Alexandre Padilha.

Um Elenco inesquecível, com certeza.

 

Eu e Luiz na fila de trás juntos, claro, e eu com a mão sobre seu ombro amigo tão antigo…

“Antigo” era assim que eu o chamava por causa de uma brincadeira interna. E ele me chamava de ACTION, por quê uma vez o meu nome saiu errado num crédito de uma mini- série da Manchete assim: BIa ACION, daí Luiz  imediantamente criou: bota um T e vira Action. E assim ele me chamava de Action!!!

Então o lema é :

BOTA UM  T

E VIRA

           ACTION.