sempre me senti artista, levo a vida assim... me equilibrando no fio, levada pelos ventos e águas a descobrir a alquimia de viver com arte.

SWAY - Video Clip

January 10th, 2010
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Este videoclip experimental foi gravado em maio de 2009 em  Porto Alegre, cidade que adoro. Com uma câmera na mão  Daniel Jainechine me soltou no palco do TEPA ( Teatro Escola de Porto Alegre) - gentilmente cedido pelo meu amigo Zé Adão Barbosa - e criou estas imagens.

A Luz era precária, a maquiagem fui eu mesma que fiz. E o resto ficou por  conta da nossa criatividade.

Tudo foi  registrado pela fotógrafa Graciela Peretti.

Foi uma noitada de jazz na Modern Sound em Copacabana no dia 10 de agosto.

O CD “A levada do Jazz” teve seu lançamento oficial nesta noite musical, teatral, divertida e cheia encontros.

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Dôdo Ferreira, Adriano Souza e João Cortez

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Com o  diretor Anselmo Vasconcellos

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Love for Sale

david-ganc2 Participação especial de David Ganc

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Casa Cheia

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Bia Sion - A levada do Jazz

Fotos de Gulherme Paranhos

Nas mãos do JÔ

June 24th, 2009
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O meu querido diretor Anselmo Vasconcellos foi ao Programa do Jô falar de seus trabalhos e entregou de presente para Jô o meu CD “A levada do Jazz”, uma super força.
Thanks Anselmo!

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O GLOBO

June 2nd, 2009
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O Globo

Meu Cd está pronto!

April 2nd, 2009
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Este é um momento muito importante pra mim.

Depois de muito trabalho, muitos obstáculos, depois de muitos lugares, e com muita dedicação e prazer…

Meu CD está pronto! Ehhhhhhhhhhhhh!

Ele está mais bonito do que pensei que ficaria e estou toda boba.
O resultado sonoro é todo acústico. Do jeito como era executado antigamente, fiz questão.
Cuidei de cada detalhe para que parecesse “de época”.
A foto em preto e branco, o microfone, a sonoridade, o clima e a música cantada como ela é.

Fiz o melhor de mim apoiada por uma equipe técnica de profissionais de alto gabarito.

Como podem observar, estou bem “coruja” da cria.

A Levada sou eu. Bia Sion, que adora jazz, palco e microfone.

O Cd está sendo vendido por enquanto:

Modern Sound

Letras e Expressões do Leblon

Da Conde

Argumento do Leblon.

E tb através do telefone (21) 9814-1932.

Se quiserem ouvir um pouco

www.myspace.com/biasion

Este vídeo é emocionante.

Uma mensagem linda.

A música corre mundos

é a linguagem universal que cura,

transforma e traz alegria nos corações.

Sem fronteiras!

Um Novo Ano iluminado para todos!

Clique no link

Playing for change - Stand By me - Song around the world

Cantando Gershwin

December 4th, 2008
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Está saindo este lindo CD da coleção Letra&Música pelo selo Discobertas do Marcelo Fróes (pesquisador e produtor de vários lançamentos neste ano de 2008).

É uma coletânea de belissimas canções de George Gershwin cantadas e tocadas por brasileiros do calibre de Angela RôRô, Renato Russo, Cauby Peixoto , Leny Andrade, Nara Leão, Cida Moreira, Orquestra Tabajara, entre outros.

Lá está meu nome também acompanhada do meu trio de jazz ( Dôdo Ferreira no contrabaixo e arranjo, Adriano Souza, piano e João Cortez na bateria), numa gravação inédita com a canção “But not for me” produzida por mim e pelo Marcelo Alonso Neves especialmente para esta coletânea e que tb vai estar no meu CD “a levada do jazz” que será lançado no inicio de 2009.
Foi uma grande alegria pra mim o convite, principalmente por ser a minha primeira gravação em CD.
Vc poderá ouvir a canção se clicar aqui:

George Gershwin viveu apenas 38 anos no início do seculo XX e deixou uma obra inovadora de rara beleza e emoção. Suas melodias eram contagiantes reforçadas pelas letras de seu irmão Ira Gershwin.
Juntos criaram canções para diversos musicais e é de George a tão famosa “Rhapsody in blue” executada brilhantemente neste CD pela nossa Orquestra Tabajara.
Quem quiser conhecer um pouco mais sobre sua biografia e sua importância cultural neste planeta
é só clicar nos links:
Biografia Gershwin

Ouça canções

O Lago

November 12th, 2008
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Encontrei esta história de autor desconhecido nos meus alfarrábios e resolvi publicar depois de um tempo de reflexões.

“O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de
sal num copo d’água e bebesse.
“Qual é o gosto?” perguntou o Mestre.
“Ruim” disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse noutra mão cheia de sal e
levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o
velho disse:
“Beba um pouco dessa água”.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
“Qual é o gosto?
“”Bom!” disse o rapaz.
“Você sente gosto do sal” perguntou o Mestre?
“Não” disse o jovem.
O Mestre então sentou-se ao lado do jovem, pegou na sua mão e disse:
“A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende aonde
a colocamos.
Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é
aumentar o sentido das coisas.
Deixe de ser um copo.
Torne-se um lago!”

Uma canção alegre cantada por árabes e judeus para celebrar o Rosh A Shaná,

o ano novo judaico de 5769.

Shaná Tová!

Feliz ano novo!

Heveinu Shalom Aleinu - Paz para todos nós -

clique aqui e veja o vídeo

The Animator

September 2nd, 2008
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The Animator

Dá um clique acima e veja este vídeo sensacional

“Quem não arrisca

não faz o risco,

quem não faz o risco

não faz o traço,

quem não faz o traço

não faz o desenho,

não faz a imagem,

e quem não faz a imagem não constrói o sonho,

e quem não faz o sonho

não realiza o objetivo.”

Esta frase não é minha, é de um ser pra lá de especial. Tenho me lembrado muito deste significado. Principalmente qdo chegou a primeira foto da série para a capa do CD “A levada do Jazz”.

By Marisa Alvarez Lima, a poderosa!

Lágrimas Olímpicas

August 17th, 2008
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Estou um pouco impressionada comigo.

Tenho ido às lágrimas nestas olimpíadas. E são lágrimas cheias, daquelas que despencam rapidamente olho abaixo cheias de emoção. Seja na vitória ou na derrota, não importa, tudo me emociona.

Só me lembro qdo eu fazia natação como era difícil pra mim competir e me atirar na água pra vencer.

Aliás quem não chorou com o choro do ouro Cielo? Quantas vezes eu vejo são as que choro.

Acho admirável a disciplina , a perserverança, a superação dos atletas. O espírito olímpico que envolve de tal forma que faz parar pra pensar no significado disso tudo.

Uma vida. Um ideal. Um sonho. Segundos decisivos de muitas horas de dedicação.

Uma conquista seja ela qual for, afinal o simples fato de chegar até lá já faz alguém especial em relação a população mundial.

É o patriotismo exacerbado, o amor pelo que faz, a luta incansável. É lindo de ver o suor e o empenho. A auto confiança e as parcerias. O espirto olímpico toma conta e vc acaba mesmo chorando…

Ontem e hoje foram dias muito emocionantes com belas vitórias brasileiras , algumas decepções é verdade, mas nada grave diante das conquistas pessoais, dos aprendizados que cada um fará em suas vidas.

Vencer é sempre bom, é para isso que se vive e se faz as escolhas, mas ao meu ver , a grande importância de tudo isso é vencer os obstáculos, lutar por uma bandeira e no final ter a certeza que se fez o possível.

Estou adorando esta farra de acordar, torcer, de chorar, de curtir. É só de quatro em quatro anos.

Palmas para todos os atletas pela coragem. Eu os admiro muito!

Meu Pai

August 11th, 2008
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Isaac Sion

Este era meu pai, seu Isaac.

Ele chegou no Brasil aos 13 anos. Veio da Turquia, junto com seus irmãos, antes da segunda guerra, de uma cidade chamada Izmir e fixou residência em Santos - SP. Revelo aqui minhas origens turcas legítimas.

Ainda jovem formou um grupo de jazz - The Jazz band rhythm boys - com seu irmão gêmeo Gabi, que tocava contrabaixo e mais um piano e bateria. Tocavam na noite Santista. Um luxo!

A familia Sion em geral é muito musical;

Na verdade, eu nunca o vi tocar esse instrumento, ele vendeu o sax para comprar a geladeira quando se casou. AFF! Restaram os discos de jazz (rotação 78) uma flauta (quando criança eu tocava descobrindo as notas musicais) e o clarinete. Meu pai amava jazz e chorinho. Com ele tive grandes influências na música. Aos 12 fui presenteada com um violão “senhorina”. E tive bons professores. isso foi muito bom pra mim. Ele até quis me ensinar a ler música, mas a preguiiiiiiça aqui preferia decorar de ouvido a ter que se esforçar em ler a notas. Ao menos as cifras hoje me bastam.

A música. Essa foi a grande herança que ele me deixou com seu conhecimento.

Obrigada Isaac! Espero que aí onde vc está tudo seja muito musical.

Um beijo da sua filha pelo dia de hoje. Com todo amor!

“Por não estarem distraídos”

“Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa dos carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos.

Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem distraídos.”

Clarice Lispector

SITE OFICIAL

Foto Guilherme Paranhos

Quem me conhece sabe que sou fã!

Assisti em 1979 um show dela no Hotel Nacional que me marcou para sempre.

Aquela mulher cantando, dançando freneticamente se desdobrando em várias personagens. Foi identificação imediata. Projeção total!

Eu queria fazer aquilo.

Tive acesso a um vasto material dela cantando todo tipo de coisa, filmes e shows, sem falar no fato de ser filha de Judy Garland e Vincent Minnelli ( Já vem na célula).

Por sua causa aprendi a cantar em inglês e a desenvolver meu lado de cantora e tb fui atrás de aprender a dançar jazz. Descobri depois que LIZA era amiga dos Dzi Croquettes! Vejam só! (leiam aqui no blog DZI no Blog )

Enfim virei fã, chegava a ser um pouco de fanatismo, confesso, mas ela estava lá e eu aqui.

Eu precisei me espelhar, me inspirar, me apaixonar.

Passei em vários testes cantando New York, New York.

Com o tempo a obsessão passou, continuei meu caminho, minhas pesquisas e outros gostos musicais, mas ainda sabendo de cor suas canções e acompanhando sua carreira de altos e baixos.

Ano passado li na internet que ela viria ao Brasil apenas pra Sampa. Tratei de combinar com a Fafy Siqueira (outra fã de carteirinha) de irmos assistir, marquei viagem e fui. Só que assistimos lá do alto e vi apenas a silhueta de uma Liza já mais velha mas com a mesma garra e eletricidade.

Qdo voltei ao Rio soube que ela iria cantar aqui e decidi que iria de novo, mas recebi o seguinte telefonema:

- Bia, quer ir na festa em homenagem a Liza, hoje?

Quase emudeci!

Qdo dei por mim estava na mesma varanda, na mesma sala que ela. A minha boca secou, a perna bambeou e não sabia mais onde por as mãos.

Não consegui chegar muito perto, nem fui apresentada a ela. Mas nesta noite ela cantou informalmente com seus companheiros de show, dançou “o Canto de Ossanha” com Emilio Santiago, cantou com Beth Carvalho, Carlinhos Lira, Miele, Leny Andrade, Peri Ribeiro, entre outros e eu lá cantaralando timidamente sentada numa cadeira, mais distante. Inesquecível!

Num determinado momento ela chamou um dos seus artistas para tocar piano, se aproximou de mim (ui) e eu lhe ofereci educadamente a cadeira que estava a meu lado, uma cadeira tão perto da minha (aquela que estava distante) que pude sentir seu perfume. Que emoção! Minha Ídala estava sentada na minha frente , era só esticar o braço e tocá-la.

Embora não pareça, sou muito tímida, neste dia não falei com ela nem expressei toda a minha admiração.

Mas teve o show e fui, claro, sentei bem na frente; E mais outra festa. Essas oportunidades são únicas! Não agüentei, depois de horas ensaiando comigo mesma o que dizer a ela, cheguei perto e agradeci : “Thank you Liza! I Saw you em São Paulo, but here in Rio, was the best, Thank you very much for all”

Daí ela olhou pra mim, me deu um beijinho no rosto e saiu elétrica para a próxima diversão.

Liza não imagina o tamanho do meu agradecimento.

Mas eu imagino minha cara e sei da minha emoção!

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A Gosto

August 1st, 2008
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Começamos o segundo semestre de 2008. Alguém viu o primeiro passar?     Tá rápido, né? E cada vez mais o tempo se acelera, os acontecimentos se antecipam e a Terra passa por muitas transformações. Não só em função do desenvolvimento tecnológico - opção do homem- e suas conseqüências, mas tb ela própria está mudando o seu eixo trazendo outras conseqüências para a natureza , para o homem.

A evolução da nossa consciência é a única alternativa “concreta” para enfrentarmos as transformações que estamos sofrendo e as que estão a caminho.

Cada vez mais surgem linhas de pensamentos, religiões, seitas , igrejas, doutrinas, caminhos para uma busca de equilíbrio. Seja racional, emocional ou espiritual. Todos buscam o bem estar. Mas o quê realmente indica um caminho de desenvolvimento do ser ? Como indivíduo. Como trazer a tona a honestidade consigo próprio e o seu sentir verdadeiro? Isso é pessoal e intransferível.

É  mais fácil seguir normas, leis, regras criadas pelos homens e assim se isentar de responsabilidade pessoal. Do que ter o trabalho de fazer suas próprias leis, de acordo com a própria consciência. Dá pra entender?  Existe o argumento: “Estou num caminho de evolução, faço parte de tal lugar e me entrego a ele. Eu sou uma pessoa boa, faço caridade, etc, etc etc ” as pessoas creem que com isto está tudo resolvido e podem alcançar um lugarzinho do “céu”. Até podem, todos podem, mas o entendimento está na alma. Flui gostoso quando se compreende. Não dói e nem sente esquisito.

E o esforço próprio de encarar as sombras, as limitações e o ego? Uiiiii. Aliás o ego existe para nos servir e não para servirmos a ele com suas artimanhas de ilusão e armadilhas kamikases. Ele existe para nos ajudar, não para sabotar, mas sabooooooootam…

Pra mim tudo  é relativo demais. Fazer parte não significa necessariamente que se é parte. Cumprir as ordens não significa que vc está correto, depende muito com que sentimento ou intenção elas são cumpridas.

O homem realmente precisa se antenar para tudo que está acontecendo nesta mãe Terra e o verdadeiro caminho é um só em qualquer estrada: o mergulho em si próprio. Compreendendo a si mesmo em todos os seus lados ( afinal, somos multi-facetados mesmo) já é meio caminho andado para compreender o todo e adquirir um grau de consciência. 

 Todos nós fazemos parte deste - UM - todo, de uma terra, um organismo, um ser.

Aleph - a primeira letra do alfabeto hebraico -                                                                           

Uma grande teia que funciona simultaneamente nos unindo, em unidade. 

Estamos na Terra em experiência e saber viver nela bem apesar das limitações é um tremendo de um aprendizado. Exige muito esforço e uma sinceridade absurda consigo mesmo. É para poucos, embora todos tenham essa oportunidade a partir do momento que estão aqui.

Hoje é primeiro de agosto.  Um novo ciclo se inicia.  Uma nova alquimia e  oportunidade de mudança. Este mês é muito especial pra mim pois celebra datas muito importantes no meu calendário pessoal.

A cada dia estamos tendo a chance de fazer diferente. Estar na Terra é um presente  e estar consciente de quem somos nos faz viver melhor, mesmo com os altos e baixos, medos, angústias, ansiedade, ilusões, equívocos que fazem parte da vida. Alegria na veia! 

Mas isso depende de cada um,

a escolha do caminho fica a gosto do freguês. 

 

 Leonardo Da Vinci - Provável auto retrato .

Aqui representando o Arcano I do Tarot , o mago.

Um ser especial.

Ou seria espacial?

FONTE 

Brigitte Bardot

July 31st, 2008
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                                                 A beleza na totalidade do ser

a moeda invisível

July 28th, 2008
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A moeda invisível não tem forma.

Não tem preço, não tem idéia,

não se vê normalmente.

É confiança pelo  crédito da alma.

A moeda invisível funciona como um pacto silencioso

no cotidiano dos comuns ouvidos.

Moeda que não pode ser comprada porque não se vende.

É crédito puro e simples, sem juros.

Porque assim que funciona:

numa troca nada racional.

Só quem circula com a moeda invisível sabe.

Roda através da percepção.

Aparece  pra quem realmente quer vê-la,

por isso, aquilo que não se vê,

não se pode avaliar pelos olhos das outras moedas.

São outros valores.

Esta moeda é cúmplice a cada segundo sem hesitar.

Sem questionar,

não existe balança pra medir o seu valor real.

A moeda invisível não tem só dois lados nem apenas duas faces,

nem número nenhum cravado.

É o sentir, o compactuar, acreditar, apostar certeiro.

Ela é confundida muitas,

muitas, muitas vezes.

Mas quem a conhece, a reconhece.

A avaliação é relativa  nas ondas do tempo.

Porque ela não tem tempo, nem época, nem anos…

Atravessa civilizações circulando  na sua fina sintonia.

A moeda é invisível ao nosso tempo

e a qualquer tempo marcado,

enquadrado em normas e leis .

É outra esfera de justiça.

A lei da moeda invisível é de um imenso amor,

porque ela é lapidada pela mais pura fluidez  da vida.

 

                                                                                    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                       

 

Há 12 anos atrás o teatro brasileiro perdia um grande ator.

Jovem, bonito, promissor e de um talento desconcertante.

Luiz era meu grande amigo com quem aprendi muito sobre muitas coisas nos palcos e na vida.

Lembro-me das intermináveis conversas telefônicas nas madrugadas  ( hábito que ele mantinha com seus amigos mais próximos) que valiam por anos de terapia, sem falar nas gargalhadas deliciosas.

Ele tinha um humor fantástico e um jeito realmente peculiar de ser com seu carisma incontestável e uma garra vibrante qdo falava de teatro. Era divertido, criativo e de uma sensibilidade tão extrema que o desequilibrava.

Como choramos juntos a morte chocante da Yara Amaral no final de 1988, no acidente com o Bateau Mouche. Fazíamos parte do elenco de “Filumena Marturano” no Teatro dos Quatro e ali nossa amizade ficou mais forte.

Fico pensando como ele ia amar a internet. Ele tinha o hábito de mandar cartas e fotos pelo correio, adorava escrever tb. Como eu,  ele se formou em jornalismo pela FACHA.

Sabia como conquistar e seduzir.

Me deixou muitas coisas boas e é só isso que guardo comigo.

Nada explica muito bem o seu fim prematuro, nada explica os destemperos de sua vida. Ele se foi, nos deixou órfãos.

Hoje, neste ensolarado domingo carioca,  me lembrei dele num insight. Fui pesquisá-lo na internet e constatei que num mesmo dia 27 de julho, há 12 anos atrás eu recebia uma das mais tristes notícias da minha vida.

Querido amigo, aonde quer que você esteja fazendo suas brincadeiras mando minha lembrança, meu amor e minha enorme saudade.

Luz, Luiz!!

 

 

 

                

 

Elenco de Filumena Marturano - Teatro dos Quatro 1988

Arthur Costa Filho, Yolanda Cardoso, uma animação garantida. Mônica Torres, sentada no colo do José Wilker, a digníssima Yara Amaral (Capítulo a parte,escreverei outro dia sobre ela), Pedro Veras. Acima  os três “irmãos” Paulo Castelli, Richard Riguetti, Luiz Maçâs, Bia Sion (Luzia, a empregada) e Alexandre Padilha.

Um Elenco inesquecível, com certeza.

 

Eu e Luiz na fila de trás juntos, claro, e eu com a mão sobre seu ombro amigo tão antigo…

“Antigo” era assim que eu o chamava por causa de uma brincadeira interna. E ele me chamava de ACTION, por quê uma vez o meu nome saiu errado num crédito de uma mini- série da Manchete assim: BIa ACION, daí Luiz  imediantamente criou: bota um T e vira Action. E assim ele me chamava de Action!!!

Então o lema é :

BOTA UM  T

E VIRA

           ACTION.

refletindo…

July 25th, 2008
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                        “Tudo passa. Essa é a grande lei do equilíbrio”

 

                                             

 

Recebi este vídeo de uma amiga e achei sensacional lembrar deste cara que marcou a nossa música popular.  De um swing inegualável  tinha uma capacidade surpreendente de conduzir uma platéia  . Vale a pena ver este vídeo e curtir “meu limão meu  limoeiro” um clássico dos anos 60 da TV Record. Com Gilberto Gil na platéia e Ronald Golias no palco.

 Clique aqui Wilson Simonal, isto é swing! veja o vídeo

Se quiser saber mais sobre a vida dele

http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=940

Divirtam-se!

                             

 

Precisamos eleger o Gabeira!!!! Sempre votei e confiei nele.

Já pensou que luxo termos um prefeito como ele??  A cara do Rio! É só ver  e sentir a forma como ele fala e atua, o quão consciente  é.  E sempre foi!

Quem dera que o “nosso” Rio pudesse voltar a ser a maravilhosa cidade em todos os aspectos!

Recebi este convite da Claudia Richer e irei com certeza. Vamos nessa??

“Na próxima segunda feira, 28/07, às 20:30hs, no Gula Gula, Rua Henrique Dummont, 57, Ipanema, venha bater um papo com o seu (sim, porque se já não for, será nos próximos segundos) candidato a Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira. Trata-se de uma oportunidade única para conhecê-lo, saber um pouco mais sobre suas idéias, projetos, propostas, e o programa de governo que ele elaborou para que possamos chamar novamente a nossa cidade de Cidade Maravilhosa. Sua participação é muito, muito importante. Portanto você não pode mesmo faltar. Afinal todos nós merecemos um amanhã luminoso e absolutamente em paz. Agora é com você. Até lá então!!!!!!!”

www.gabeira43.com.br

                                       Bia Sion “A Levada do Jazz”

Clique neste linkA Levada

E escute duas faixas do CD “A Levada do Jazz” (que ainda está sendo finalizado)
Sway — Pablo Beltran Ruiz & Norman Gimbel
Embraceable You - Ira & George Gershwin
Voz Bia Sion
contrabaixo, direção musical e arranjos: Dôdo Ferreira
Piano (SWAY) Adriano Souza
Bateria:João Cortez,
Piano (EMBRACEABLE YOU) Marco Tommaso.
Produção Musical: Marcelo Alonso Neves

Contato: alevadadojazz@bia-sion.com 

Foto:Guilherme Paranhos

 

E amigo tem dia?

July 21st, 2008
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Recebi ao longo do dia  20 de julho algumas mensagens pelo dia do amigo.  Acho  simpático algumas pessoas bem intencionadas darem um alô por esse dia e agradeço.

A maioria dos amigos nem sabe que este dia existe. Mas a gente sabe  que eles existem em qualquer dia.

Sou canceriana, emotiiiiiiva, gosto de dar e receber manifestações de afeto, claro…E sou realmente fiel aos meus amigos, mas hoje parei pra refletir sobre isso.

Penso na espontaneidade relativa das pessoas ao se expressarem em determinadas datas! Na pressão que fica ! O dia tal para manifestar afeto por tal pessoa. Compre ”afeto” e pague em 10 vezes! No Boleto ou no cartão!

Não posso nem pensar no dia dos namorados. Como já sofri e gargalhei com este dia! O quê esta data causa para quem tem e tb pra quem não tem alguém ? 

As datas celebradas por obrigação sempre causam confusão.

Tá, é legal sim manifestar o afeto em algumas datas, dar um mimo, uma lembrança.  Mas penso sobre  “o espírito da coisa” deste dias. É um simbolismo claro, mas não deveria ser sempre assim? Vc  presentear quem ama qdo está afim?

E quem não tem mãe, pai ou namorado como que fica?

Libertação das obrigações com datas! 

Sinto que ao longo dos anos que passam a gente muda o prisma das coisas. Adoro isso, poder estar sempre mudando, revendo conceitos, sentindo diferente… Assim é o universo, em constante mutação.

Para meus amigos hoje e sempre. Obrigada!!

Feliz todos os dias!

 

 

 

Eles eram Wagner Ribeiro, Lennie Dale, Cláudio Tovar, Cláudio Gaya, Ciro Barcellos, Bayard Tonneli, Rogério de Poli, Carlinhos Machado, Paollete, Roberto Rodrigues,  Jorge Fernando, Eloy, Bene, Reginaldo.

                    

Esses rapazes surgiram em 1972 num cenário de total repressão política em plena ditadura militar. Jovens, bonitos, gostosos, irreverentes, polêmicos e com uma absoluta necessidade de expressão estreiaram na Boite Ton Ton em Sampa e seguiram pro mundo.

A meu ver, eles deram inicio a uma nova linguagem teatral-musical causando furor, surpresa e encantamento. Foram inspiração pra muita gente. Vide “As frenéticas”, Ney Matogrosso.

Criaram uma comunidade com afinidades artísticas e de vida. No palco usavam um visual exagerado abusando do feminino com o vigor e a virilidade masculina, criando moda no auge dos anos 70. Desbunde total!

 

Os DZI CROQUETTES  despertavam paixões. Chamavam a atenção pelo novo, pelo diferente, unindo a dança com o teatro com absoluta descontração, irreverência e muita alegria. O humor   improvisado oriundo da simplicidade (”Oriundo é ótimo, né gente?”). 

Wagner Ribeiro, a Mammy, era uma espécie  de “cabeça” do grupo (criador dos textos) e Lennie Dale dançarino norte americano, teve  influência muito importante dentro da cultura brasileira, era o Pappy, “o corpo” do grupo (pela expressão corporal e as coreografias).

                                             

          

         Lennie Dale                                 Wagner Ribeiro

 

Eram rapazes ensolarados dispostos a curtir a vida com arte aproveitando o momento da melhor forma possível. A androginia intrigava e exercia uma enorme atração. O Sexo borbulhava. Suas apresentações pelo  Brasil e Europa nos anos 70 eram a mais pura manifestação de criatividade e sensualidade.

Quanto aos cenários e figurinos eram feitos por eles com sobras de fantasias de escola de samba, restos de alegorias, achados e artigos que encontravam no lixo. Transformavam as coisas com bordados e pinturas que viravam o LUXO do lixo, assim diziam. 

                           Tovar, Gaia e Jorge Fernando

 

Um show de purpurina, brilhos, escrachos  além da maquiagem inspirada nos clowns, roupas de couro criadas por eles, muitas cores contrastando seus corpos masculinos com o glamour feminino.

Sinônimo de impacto visual.  

“A força do macho e a graça da fêmea”.                                  

 

Faziam tb um truque com a voz que ficava finissima para imitar o timbre feminino, além das expressões de vocabulário típicas criadas por eles.  Era um jeito DZI de ser. “Assim… né?”

                                             

 

 

 

 

 

 

                                                                       Bayard Tonelli

 

Os DZI  tinham fãs entre homens e mulheres. Fizeram escola.

Fui uma aluna aplicadíssima assisti mais de 20 vezes com minhas amigas,  o último espetáculo TV Croquettes, canal DZI em 1980 (com menos atores) e virei “tiete” (expressão criada por eles). Consegui fazer aulas de dança com Lennie Dale, depois com  Tovar e Rogério. 

Tive o prazer da convivência na casa de Wagner Ribeiro, Bayard Tonnelli, Ciro Barcelos em Santa Tereza com festas deliciosas e papos incríveis; Trabalhei com Cláudio Tovar em 3 espetáculos  e lembro com carinho enorme de Claudio Gaia, Paollette e Wagner que já estão do outro lado “fazendo graça pro povo”.

 

Um luxo em minha caminhada!

Dzi Dzi Dzi Croquettes, as internacionais!!

 

                        

                                            Claudio Tovar

 

Se quiser mais detalhes sobre o grupo clique:

http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=cias_biografia&cd_verbete=490

 

Clique no link e veja no youtube uma pequena amostra de um documentário que está sendo produzido nos Estados Unidos pela produtora Tría

DZI- demo documentário

Namoro na TV

July 18th, 2008
Postado em Posts da Bia | 6 Comments »

Em 1987/88 fiz parte do elenco da novela CARMEM, na extinta TV Manchete.

Esta novela de Glória Perez foi inspirada na ópera de Merimée e Bizet. Lucélia Santos era a protagonista com Paulo Betti (Ciro), Paulo Gorgulho (José) e José Wilker (Camilo) de galãs.

Eu era a Creuza, irmã de José, uma moça ingênua, pura, sonhadora que morava na mesma vila que Carmem, eram vizinhas. Apesar das diferenças elas eram amigas e cúmplices para qualquer circunstância.

Creuza queria um namorado mas era muito tímida. Porém conseguiu ir até o programa NAMORO DA TV com o apresentador Silvio Santos para ver se alguém se interessava por ela.

Glória Perez além de uma novelista bastante criativa sempre foi uma inovadora. Teve a brilhante sacação de introduzir o programa do SBT dentro da novela da Rede Manchete. Sensacional. Eu tive o privilégio de participar deste momento.

Fui a Sâo Paulo junto com a Glória e o Luiz Fernando Carvalho (o diretor) e nos bastidores do programa conversamos com as candidatas reais. Pude arrecadar várias informações verídicas e utilizá-las na hora. Improvisei a cena frente a frente com Silvio Santos e sua  famosa platéia. Ele me entrevistou como se realmente eu fosse uma candidata, imaginem, eu como Creuza contracenei com um personagem real. E nossos dois produtores tb entraram em cena como supostos pretendentes, são eles que aparecem no final. Foi uma experiência única na minha vida.

Deu primeira página do Jornal do Brasil entre outras reportagens. (veja no meu site www.bia-sion.com em matérias )

Creuza conseguiu seu namorado além de ter recebido milhares de cartas e ainda ficou noiva depois, novamente no programa, com o personagem Hélio interpretado pelo ator  Camilo Bevilacqua.

Eu guardo esse fato com o maior carinho e agradeço a Glória por essa oportunidade especial.

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VEJA O VÍDEO

Este fato é citado em artigos sobre a novela .

http://azulnovelaearte.blogspot.com/2008/03/carmem-rede-manchete.html

Que Glenn Close é uma puta atriz isso já se sabe.  Entre a louca obcessiva de Atração Fatal (uma de suas mais marcantes), a ardilosa  Madame Merteuil de “Ligações Perigosas” e tantas outras, Glenn brilhou em 1994 nos palcos da Broadway numa montagem de ”Sunset Boulevard” de Andrew Lloyd Webber . Além do seu temperamento forte como atriz ela  nos surpreende com uma voz potente, incorpada, bela.  Recebeu o Tony Award por sua interpretação como Norma Desmond entre outros prêmios.

 Quem me mostrou esse clip foi o meu professor de canto Jorge Luis Cardoso que vem fazendo comigo  um trabalho muito importante.

Realmente, Glenn está simplesmente absoluta!  A descida da escada é tudo!

Este número é de tirar o fôlego!

 Clique para ver o vídeo no Youtube Glenn Close - Sunset Boulevard

NILO

 

 

 

 

 

                                                                                                                   TITI

 

Gatos,

se não tê-los como sabê-los?

 

Ele é o Nilo.

Chegou como “Soninho”. Morava numa padaria do Leblon que fechou e foi resgatado por uma protetora.

Ela é a Titi (Tininha ou Nefertiti) morava na Gávea, seu dono morreu e ela foi parar num Gatil em Jacarepaguá.

Foram descobertos num site de adoção adoteumgatinho.wordpress.com

Chegaram aqui no mesmo dia de lugares diferentes. Foi amor a primeira vista.

Um ano depois ele ficou muito doente, quase morreu devido a uma queda, teve “quilotorax” (água no pulmão), o Nilo quase transbordou.

Porém, foi muito bem tratado e percebeu a vidona que poderia perder. Lutou incansável, hoje está assim, lindão, curado.

Titi, a gata faladeira ( como fala esta gata hilária!) ajudou muito, deu uma força e tanto.

O casal “egípcio” tem uma vida feliz.

 

Eu havia perdido uma gata e um gato anteriormente por causa de uma doença altamente contagiosa entre felinos chamada Fel-V, um horror!

Adotei desavisada, marinheira de primeira viagem e foi uma experiência pra lá de traumática perdê-los no mesmo dia, sem tempo pra qualquer tratamento paliativo. Não desejo isso pra ninguém.

Por isso, antes de unir Nilo e Titi eles fizeram seus exames.

 

Gatos são maravilhosos!

Conviver com esses felinos é uma experiência pessoal e intransferível. Um universo a descobrir. Amor e paixão, puríssimos!

 

Adotem sim, claro,

mas um alerta: façam os exames antes de levar pra casa ou juntá-los.

A partir daí a escolha é sua!

 

   

                              Nilo e Titi

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                             Hércules e Liza,

                                                                duas estrelinhas no céu. Saudades!

         Atriz

                                                      Cacilda Becker

 

 

Um dia eu encontrei um pensamento entre alguns programas e revistas de teatro que eu costumava guardar:

 

Viver é ir ao encontro.

Não se pode viver em estado de contemplação.

Tudo está a nossa espera

É uma questão de coragem e amor.”

Cacilda Becker

 

 

Tratei de guardar aquela frase como um ensinamento, claro, em se tratando de Cacilda Becker uma das nossas maiores atrizes, eu prestei a atenção no conteúdo mais profundo que esta frase continha. Eu estava caminhando na minha estrada pela arte, já havia realizado alguns bons trabalhos em teatro, TV e me encontrava num momento transitório. De muitos questionamentos internos.

Fui ao encontro.

 

O que realmente significa ir ao encontro?

 

Ir ao encontro pra mim é se ligar e ficar antenada. É uma conexão que ecoa aqui dentro numa voz silenciosa e verdadeira.

Ir ao encontro é estar aberto para receber o fruto e devolver a semente pra terra.

Firme como uma árvore.

A gente sabe que a espera é fundamental para que um fruto amadureça - Putz, como é difícil aprender a esperar pacientemente -  

O nosso fruto está a nossa espera, no tempo certo para a colheita em sua plenitude, é só plantar e cultivar.

Sem artifícios.

É uma libertação!

 

Hoje achei esta outra frase dela:

Tua Arte está impregnada do teu ser, ela é o Teu ser.

 

Viver de arte e SER é uma opção de coragem e amor.

 

 

 Cacilda Becker

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